Quem me deu a dica foi o José Antonio Ramalho, colega de profissão bem mais sério do que esse que vos fala.
Ele não perde tempo como eu em sites de commuters ou de empresas de e-bike de fundo de quintal.
O cara vai logo para as cabeças.
Especialista em tecnologia, fã de bicicleta, autor de um livro fantástico sobre roteiros de bike pelo mundo, o "Sete Roteiros de Aventuras", ele me mostrou o projeto da Copenhagen Wheel depois que o entrevistei para uma matéria sobre a evolução dos telefones celulares.
A idéia surgiu para a conferência do clima, a Cop 15. Se os países não chegaram a um acordo sobre como lidar com o aquecimento global, pelo menos puderam conhecer uma boa solução para diminuir o tráfego e a poluição nas grandes cidades.
O vídeo que segue mostra como a coisa funciona:
O grande Hub vermelho concentra um motor e um giroscópio capaz de armazenar a energia cinética criada pelas pedaladas, descidas e freadas. Assim, o ciclista pode usar essa energia extra em momentos que precisa de um empurrãozinho a mais no trajeto, como em uma subida, por exemplo.
Só isso já seria uma grande inovação, mas o Copenhagen Whell vai além. No Hub também há censores que medem a qualidade do ar, a concentração de dióxido de carbono, dióxido de enxofre, entre outros gases de efeito estufa que colaboram para o aquecimento global e fazem mal à saúde.
Todos esses dados são distrubuídos em mapas da cidade para que o ciclista saiba onde está a maior concentração de poluição e trace rotas alternativas.
Os caminhos podem ser compartilhados com outros usuários do projeto, que passam a fazer parte de uma comunidade virtual conectada pelas próprias bikes.
Tudo via smartphone.
É ou não é incrível???
O Ramalho me falou que pretende testar uma criancinha destas em uma de suas muitas viagens futuras.
Já estou morrendo de inveja. Pelo menos o convenci a escrever um relato para o Pedal Elétrico quando ele estiver por lá.
Aguardo ansiosamente.