A bike voltou do Rio de Janeiro na quinta feira à tarde, mas eu resolvi demorar um pouquinho para contar como foi aqui no blog para saber se estava, de fato, tudo bem com ela.
Segundo o pessoal da Sodibike, o problema era num módulo que fica abaixo do pedivela, responsável pela intermediação entre os comandos de acerleração e breque, a bateria e o motor. Problema resolvido. A primeira coisa que fiz, antes mesmo de parafusar o guidão foi testar o motor. Rodou normalmente. UFA!!!
A Sodibike prestou um serviço satisfatório e rápido, principalmente se levarmos em consideração a distância com o Rio de Janeiro. Eles até mandaram um cadeado e um kit de ferramentas de presente, para se desculpar pelo problema. Muito legal.
Bike montada, vamos para a rua. Comecei acelerando o motor, testando a bike já na subida da rua Rifaina, onde moro. A bike não demorou a pegar velocidade. Ajudei com o pedal numa marcha intermediária (ela tem seis no total) e, em poucos segundos, já estava na Heitor Penteado.
Na avenida, passei para o modo auxiliar, em que o motor é acionado pelas pedaladas, mas, como estava numa descida, não percebi muita vantagem. Ao chegar em um trecho plano, ele se fez mais presente, impulsionando a bike de vez em quando. A gente sente esses impulsos, mas eles não se comparam à força obtida no modo manual.
A grande diferença eu senti quando tive que parar no primeiro semáforo. Geralmente, em uma bike comum, a gente demora a arrancar. Com a bike elétrica, você acelera e em poucos segundos o ritmo já é intenso. Isso faz toda a diferença porque o ciclista pedala quando a bike já está embalada. Isso permite pedalar quase que o tempo todo na marcha mais pesada, algo que seria impossível em uma bike comum, a não ser que você fosse o Lance Armstrong.
Fui até uma bureau gráfico imprimir em adesivos umas plaquinhas de ciclo ativismo e um desenho da Electra, a ninja de HQ, que pretendo colocar na bateria. Fui até a Pedroso de Moraes, quase esquina com a Rebouças. Não demorei mais que dez minutos para chegar. Menos do que quaquer carro que fizesse o trajeto.
Na volta, resolvi pegar a Francisco Isoldi e a Borges de Barros, duas ladeiras tão íngremes e sinuosas que os moradores da Vila Madalena apelidaram o trecho formado por elas de "Serrinha".
Marcha mais leve, o motor foi que foi. Tive de pedalar, claro, mas subi a ladeirona em menos de um minuto. Se estivesse com uma bike normal seria impensável subir por esse trecho. Escolheria um caminho alternativo, mas mais comprido. No topo, ainda pude deixar o motor trabalhar sozinho para descansar um pouco as pernas.
Tava um calorão, então cheguei em casa um pouco suado. Mas no primeiro passeio que fiz com a e-bike, me convenci de que a minha escolha foi correta.
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sábado, 20 de novembro de 2010
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Chegou a bike!!! Mas...
Era para ser um grande dia.
Depois de uma longa espera e um dia de atraso em relação à data prevista, a minha bicicleta elétrica chegou.
Eu estava tão ansioso, que passei a manhã inteira ligando para minha mulher para saber se a encomenda já estava em casa. Ela ficou até irritada comigo, mas me sentia como aos oito anos, quando ganhei minha Caloi Cross Extra, igual ao do Eliot, o personagem principal de E.T.!!!
Tive de ir para Santos, o que me rendeu uma jornada dupla de trabalho e, depois de dez horas me dedicando a uma reportagem sobre agricultura no Brasil, fui para casa louco para abrir a bike.
A foto abaixo mostra a alegria minha e dos meus dois filhos desembalando a magrela.
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Bike montada, coloquei a bateria, que estava com carga máxima, e... NADA!!!
Mudei o interruptor que determina a maneira do motor girar e... NADA!!!
Chequei as conexões dos fios e... NADA!!!
Chequei os fusíveis da bateria. Eles estavam aparentemente normais. Recoloquei a bateria e...NADA!!!
Dá para imaginar a minha frustração? Puxa, eu estava tão contente com minha compra, depois de TRÊS meses de pesquisa, que até criei um blog sobre o assunto!!!
Já fazia planos para testes de ladeira, testes do motor, teste de desempenho da bateria, e só o que consegui foi testar, minimamente, a bicicleta em seu modo desligado.
Os 25 quilos com a bateria instalada, numa voltinha de nada pela rua, não me pareceram tão absurdos.
Mas o desapontamento era TÃO grande que eu recolhi minha bike e vim escrever esse post, triste da vida.
A minha relação com a Blitz Galaxy começou com o pé esquerdo. A primeira coisa que eu vou testar será o serviço da garantia. Espero, sinceramente, que tenha boas impressões.
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