terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Java, a bike elétrica nacional
O Ricardo De Féo, dono da General Wings me escreveu para mostrar essa reportagem que foi feita com a Java, a e-bike nacional.
Achei muito legal e compratilho aqui no blog.
Preciso ir até a loja para testar a bichinha, já que a única vez que tive contato com ela foi na Bike ExpoBrasil e não dava para andar com ela pelos corredores.
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Yikebike é bike???
O Evaldo DellOmo, leitor assíduo no Luis Nassif, me liga hoje para dizer que o jornalista econômico havia escrito um post sobre bikes elétricas.
Chego em casa e vejo que o Nassif replicava uma nota de um jornal da Paraíba dando conta que a YikeBike iria começar a ser vendida nos Estados Unidos pelo módico preço de U$ 3,6 mil.
Achei legal e não tenho dúvida que será um sucesso de mercado.
Mas... Na modesta opinião desse blogueiro que vos fala, isso não é e-bike!!!
Ela sequer tem a possibilidade do "ciclista" pedalar!!!
Como já tinha discutido neste post, que contem inclusive uma foto da YikeBike, e-bikes, para mim, são veículos capazes de manter as características de uma bike comum, apesar do advento do motor.
As e-bikes mudam a performance do ciclista, não do veículo. A experiência de dirigir uma bicicleta elétrica não se difere muito da obtida com uma bike comum.
Outros veículos elétricos, como é o caso da Yike, oferecem uma espécie de terceira via para os usuários que querem fugir do trânsito e adotar uma atitude mais consciente.
É uma tendência na indústria automotiva. Outras tentativas como o Segway, ou o Taurus já haviam sido feitas. A Yike, me parece a mais nova delas.
Nada contra, nada mesmo!!!
Tudo é válido para fugir do trânsito e poluir menos, mas tenho dúvidas quanto ao desempenho desse brinquedinho em cidades como São Paulo, com muitas ladeiras e asfalto em estado lamentável.
Dúvidas que não me afligiram em nenhum momento quando pensava em comprar uma bike elétrica de verdade justamente porque sei como é andar de bike convencional pela nossa caótica metrópole.
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
A e-bike mais leve do mundo
A Cytronex é uma empresa inglesa que se orgulha de ter construído o que eles garantem ser a bicicleta elétrica mais leve do mundo.
No vídeo acima a gente vê uma reportagem que foi feita para o programa Gadget Show da TV britânica Channel 5.
Montada sobre o chassi de uma Cannondale estradeira, essa e-bike pesa apenas 14 quilos.
É o mesmo peso da maioria das bikes comuns, um feito e tanto.
Mas as inovações do sistema da Cytronex não terminam aí.
O acionamento do motor não é o mesmo da maioria das e-bikes, que usam o acelerador (como uma moto) ou acionamento pela demanda da pedalada.
A Cytronex diz que o primeiro é incômodo para o ciclista (o que eu concordo) e o segundo não é preciso porque o sistema nunca sabe exatamente quando o ciclista necessita de uma força extra dada pelo motor (o que também é verdade).
Assim sendo, a empresa criou um botão do tipo "booster" acionado pelo ciclista toda vez que ele precisa de um empurrãozinho. Um outro botão regula a intensidade do "boost".
Além de tudo isso, os fios ficam escamoteados no quadro e a bateria é disfarçada em um tanque que parece uma garrafinha de água.
A Cytronex diz que é para ninguém saber que você está dirigindo uma e-bike, o que eu acho ser uma tremenda besteira.
Do jeito que foi montada, essa bike parece feita apenas para trapacear nas corridas profissionais.
Mas o ponto central aqui é realmente o peso, resultado que só foi conseguido a partir da tecnologia de materiais mais leves de uma marca especialista em fazer bikes profissionais.
Eu não me imagino dirigindo uma dessas bikes pela cidade.
Para o meu tipo de uso, que acredito ser o mesmo da maioria das pessoas que pensam em comprar uma e-bike, preciso de um modelo urbano, equipado com paralamas, protetor de corrente, bagageiro, luzes e etc...
Ainda aguardo melhorias tecnológicas capaz de fazer uma bike commuter com esse mesmo peso.
Mas uma coisa me parece certa: ela não virá das fabriquetas de fundo de quintal que imperam no ramos das e-bikes, por enquanto.
Infelizmente!
Bikes elétricas crescem na Europa em plena crise!!!
Dica da Daia Mistieri que pegou do Onde Pedalar
Bicicletas elétricas agora são o carro chefe das lojas de Amsterdã. Nos primeiro semestre de 2010, as elétricas superaram todos os outros segmentos em termos de valores. As vendas totalizaram 37,6 % do volume em dinheiro do setor.
Segundo a GfK Benelux, que fez a pesquisa encomendada pela associação de bicicletarias, as e-bikes registraram um aumento de vendas de 1,3% em unidades em relação a 2009. Todos os outros tipos de modelo tiveram redução de vendas.
Há hoje no mercado holandês 323 modelos de bikes elétricas de um total de 28 marcas diferentes. Quanto ao público, apenas 7,7 % da população tem uma bicicleta elétrica. O que faz os comerciantes rirem a toa, pois ainda há um grande mercado a explorar já que praticamente todo o holandês anda de bike.
Bicicletas elétricas agora são o carro chefe das lojas de Amsterdã. Nos primeiro semestre de 2010, as elétricas superaram todos os outros segmentos em termos de valores. As vendas totalizaram 37,6 % do volume em dinheiro do setor.
Segundo a GfK Benelux, que fez a pesquisa encomendada pela associação de bicicletarias, as e-bikes registraram um aumento de vendas de 1,3% em unidades em relação a 2009. Todos os outros tipos de modelo tiveram redução de vendas.
Há hoje no mercado holandês 323 modelos de bikes elétricas de um total de 28 marcas diferentes. Quanto ao público, apenas 7,7 % da população tem uma bicicleta elétrica. O que faz os comerciantes rirem a toa, pois ainda há um grande mercado a explorar já que praticamente todo o holandês anda de bike.
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Indo para as cabeças
Já que o Fábio, do Bikes Elétricas Brasil, resolveu fazer um post endereçado a mim com uma super e-bike alemã, retribuo a gentileza para mostrar a bike conceito da Cannondale.
A marca, super consagrada na fabricação de magrelas de estrada e montanha, se arrisca agora na construção de eletroassistidas, com este modelo apresentado na Eurobike 2010.
Pelo que eu pude apurar, ela tem quadro de carbono, é equipada com um bateria da Toshiba de 24 volts super leve(2 kgs) e deve custar por volta de 3 mil dólares no mercado americano. No vídeo, a gente vê que a bateria foi alocada abaixo do canote e alimenta luzes de led traseiras e dianteiras, além de um computador de bordo.
Quem me deu a dica foi o José Leça, um amigo de infância que começou a andar de bike quando a gente ainda era garoto e hoje se dedica, nas horas vagas, à corrida de aventura.
Só para se ter uma idéia, o cara foi um dos primeiros membros dos Night Bikers, organizado pela Renata Falzoni.
Fã de Mountain Bike, Zezinho, como é conhecido entre os mais chegados, acabou de voltar dos Estados Unidos com uma Cannondale de apenas 8 kgs na bagagem, depois de completar a maratona de Nova Iorque e pedalar (com o brinquedinho novo) pelo Everglades.
A entrada de uma das mais conceituadas marcas de bicicleta entre os fabricantes de e-bikes é mais um indício desssa tendência mundial que tento retratar aqui nesse blog.
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Smart ebike
Essa belezinha aí em cima é o mais novo lançamento da Smart, a subsidiária da Mercedes Benz que há alguns anos lançou o carrinho mais simpático e econômico da Europa, dentro de um novo conceito de mobilidade urbana.
Agora, a companhia aposta nas e-bikes como uma forma cada vez mais eficiente e ecológica para as pessoas se locomoverem nas grandes cidades.
O legal é que eles fizeram o lançamento no SALÃO DO AUTOMÓVEL de Los Angeles, o templo do carro nos EUA.
O quadro é de alumínio, o motor tem 250 watts sem escovas e é movido graças a uma bateria de lítio de 36 volts.
Eu fico bem contente porque essa é justamente a configuração da minha bike, embora ela seja chinesa e não tenha o mesmo design bacanudo da Smart. A diferença, além da beleza, está no peso: a minha pesa 25 quilos, a versão européia 21 quilos.
É para encontrar soluções como essa que eles têm engenheiros e designers ganhando muito dinheiro. Depois eles repassam isso para o consumidor por meio de um objeto de desejo cheio de chinfra, custando osóiodacara.
Um dia, eu compro uma, mas, até lá, fico com a minha chinoise que, modéstia às favas, até que é charmosinha.
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Vá de galinha!!!
Eu bem que estava devendo um post que mostrasse um pouco melhor o rendimento da bike elétrica em meu dia a dia, mas me faltava um equipamento essencial para isso: o computador de bordo.
Neste fim de semana, eu finalmente comprei o brinquedinho e pude constatar com números aquilo que a minha percepção geral já demonstrava.
No caminho da minha casa até o trabalho, um trajeto de 5,3 quilômetros, eu demorei impressionantes 11 minutos. A velcidade máxima registrada foi de 42,9 km/h e a velocidade média foi de 29 km/h. Na volta, por enfrentar uma subida considerável, o tempo aumentou para 14 minutos.
De carro, nem mesmo fora do horário de pico eu conseguiria um desempenho como esse por conta das paradas nos semáforos e pelo caminho, mais longo – com a bike, deixo de dar uma voltona graças à uma simples atravessada com a bike numa faixa de pedestres.
É um desepenho e tanto, principalmente se a gente considerar que a velocidade média em São Paulo no horário de pico é de 15 km/h, apenas 1 a mais que a velocidade atingida por uma galinha.
Tal constatação fez a SOS Mata Atlântica lançar um manifesto divertido pela internet convocando as pessoas para "irem de galinha" pelo trânsito da cidade. Na verdade é um abaixo assinado em que os paulistanos podem manifestar sua indignação com a morosidade do tráfego por meio de uma foto engraçada com fantasia virtual de galinha na internet.
Eu já postei a minha.
Por falar em galinha, ela será também o tema de um Flash Mob do pessoal da Pegada Berrini na quinta feira às 18h30. Devo ir para lá de bike elétrica.
Tudo para pedir um pouco mais de mobilidade na nossa cidade.
Neste fim de semana, eu finalmente comprei o brinquedinho e pude constatar com números aquilo que a minha percepção geral já demonstrava.
No caminho da minha casa até o trabalho, um trajeto de 5,3 quilômetros, eu demorei impressionantes 11 minutos. A velcidade máxima registrada foi de 42,9 km/h e a velocidade média foi de 29 km/h. Na volta, por enfrentar uma subida considerável, o tempo aumentou para 14 minutos.
De carro, nem mesmo fora do horário de pico eu conseguiria um desempenho como esse por conta das paradas nos semáforos e pelo caminho, mais longo – com a bike, deixo de dar uma voltona graças à uma simples atravessada com a bike numa faixa de pedestres.
É um desepenho e tanto, principalmente se a gente considerar que a velocidade média em São Paulo no horário de pico é de 15 km/h, apenas 1 a mais que a velocidade atingida por uma galinha.
Tal constatação fez a SOS Mata Atlântica lançar um manifesto divertido pela internet convocando as pessoas para "irem de galinha" pelo trânsito da cidade. Na verdade é um abaixo assinado em que os paulistanos podem manifestar sua indignação com a morosidade do tráfego por meio de uma foto engraçada com fantasia virtual de galinha na internet.
Eu já postei a minha.
Por falar em galinha, ela será também o tema de um Flash Mob do pessoal da Pegada Berrini na quinta feira às 18h30. Devo ir para lá de bike elétrica.
Tudo para pedir um pouco mais de mobilidade na nossa cidade.
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